Carta aos broxas

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Quase todos os homens que tive nos últimos muitos anos eram, de um modo ou de outro, broxas. A broxice é lato sensu. Queria dizer uma coisa para vocês: não liguem. O patriarcado está em crise. A relação de um homem com a dureza do seu próprio pau é de uma fragilidade tremenda, quase comovente. 

Arriscaria dizer que o patriarcado foi inventado para mascarar essa fragilidade. Então, a coisa mais normal do mundo é que, com o patriarcado em crise, a primeira coisa a cair seja o pau. Não liguem! Para nós, mulheres, a esta altura da crise do sexo hétero, não faz tanta diferença. Mandem ver nas chupadas, nas lambidas, nos dedos. Aprendam a chupar bem uma buceta. Deixem entrar o dildo, os vibradores tudo – não como um concorrente, mas como um aliado. (Quem sabe isso não ajuda até pra outras coisas da vida, não é mesmo?). 

Podem ter certeza: pra gente, uma trepada assim pode ser muito melhor do que um pau meia-bomba, uma foda de coelho ou um exibicionismo qualquer. Aproveitem que ele já tá mole mesmo e esqueçam dele. Esquecer o próprio pau. Taí um exercício que vale a pena. Pensar no pau mole, no que causou o pau mole, no que os outros vão pensar do seu pau mole é ainda tentar salvar o patriarcado. Vamos deixar ele morrer. Se o pau ficar mole no processo, que fique. Faz parte. 

Esquecer do piru vai fazer o mundo ficar melhor.

Nós, da DR.